segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
p O e S i A s E n T i D a . . .
" (...)
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Por que é preciso SIMPLICIDADE pra fazê-la florescer
Por que metade de mim é platéia
E a outra metade canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Por que metade de mim é AMOR
E a outra metade também. "
# Oswaldo Montenegro
=) Dani
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Por que é preciso SIMPLICIDADE pra fazê-la florescer
Por que metade de mim é platéia
E a outra metade canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Por que metade de mim é AMOR
E a outra metade também. "
# Oswaldo Montenegro
=) Dani
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
pOeMa À bOcA fEcHaDa ...
não direi:
que o silêncio me sufoca e amordaça.
calado estou, calado ficarei,
pois que a língua que falo é de outra raça
palavras consumidas se acumulam,
se represam, cisterna de águas mortas,
ácidas mágoas em limos transformadas,
vaza de fundo em que há raízes tortas.
não direi:
que nem se quer o esforço de as dizer merecem,
palavras que não digam quanto sei
neste retiro em que me não conhecem.
nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
nem só animais boiam, mortos, medos
túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
no negro poço de onde sobem dedos.
só direi,
crispadamente recolhido e mudo,
que quem se cala quando me calei
não poderá morrer sem dizer tudo...
((José Saramago))
não direi:
que o silêncio me sufoca e amordaça.
calado estou, calado ficarei,
pois que a língua que falo é de outra raça
palavras consumidas se acumulam,
se represam, cisterna de águas mortas,
ácidas mágoas em limos transformadas,
vaza de fundo em que há raízes tortas.
não direi:
que nem se quer o esforço de as dizer merecem,
palavras que não digam quanto sei
neste retiro em que me não conhecem.
nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
nem só animais boiam, mortos, medos
túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
no negro poço de onde sobem dedos.
só direi,
crispadamente recolhido e mudo,
que quem se cala quando me calei
não poderá morrer sem dizer tudo...
((José Saramago))
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